
Perto da praia, mesmo ao lado do lendário Arade existe um Algarve fora das rotas do turismo de massas. È um bom exemplo da iniciativa municipal (Lagoa) que conseguiu conceber um local de arte, cultura, recreio e piquenique à antiga. Dá pelo nome de Sítio dasFontes de Estombar e é uma infra-estrutura bem integrada e integradora de uma sociedade que necessita virar-se novamente para uma vida mais saudável e sociável. É pena que este exemplo não se multiplique ao longo do País noutras autarquias. Há por este Portugal milhares de locais paradisíacos onde não existe nada de interessante porque é proibido pelo ministério do ambiente, ou porque os nossos autarcas apenas estão interessados em copiar os eventos de aviário reproduzidos centenas de vezes por ano, não se sabe para que destinatários. Neste caso não há dúvida que o benefício é da população, dos mais jovens aos mais idosos. Campo, água de nascente e de rio, sombra, aquilo que se pretende da natureza. Da iniciativa do homem, um moinho de maré ancestral, parque de merendas, fogareiro comunitário, anfiteatro para espectáculos e um percurso para prática de exercício físico. Conheci este local porque o meu amigo Carlos Neves, lagoense e algarvio de gema, teve a feliz ideia de me banquetear com uma opípara sardinhada. Peixe acabado de sair do mar, tinto alentejano (porque o sítio é muito bonito mas vinho bom é cá do nosso) e pão amassado à antiga. Umas horas de almoço bem passadas, seguidas de uma cafézada e um escocês a caminho da praia dos Caneiros, sem qualquer preocupação com a queda de arribas; apenas com o mar que estava de cachão.
P.S. O indígena de costas no fogareiro é o Neves.
P.S. O indígena de costas no fogareiro é o Neves.

