
Este era o aprazível aspecto que tinha hoje de manhã, a margem direita do rio Sor na cidade que lhe bebeu o nome. Realizava-se o Campeonato Mundial de Pesca Desportiva para Deficientes. Tudo muito bonito e colorido. O arranjado espaço ribeirinho, o verde da relva, as cores das equipas, o esverdeado do rio, o Pechincha na organização… porreiro! Tudo muito competitivo e integrador. O pior foi a minha pequenina costela ecológica: dei por mim a cogitar nas centenas de quilos de lixo que aqueles “desportistas” iriam deitar ao rio ao fim de mais uma “competição”. Cada fisgada 50 gramas de isco: asticô, milho, limpadura, anis, trigo limpo, farinha amparo… eu sei lá o rol de mezinhas que aquela gente prepara para convencer os peixes a abocanhar um anzol. Ao fim de um dia destas provas repousa no fundo dos rios ou barragens, um admirável banquete para a fauna piscícola, que assim engorda sem precisar de procurar sustento nas canas dos verdadeiros pescadores desportivos; os que pescam sem engodar, mas que são proibidos de usar verdemã para tirar uns achiganitos pró petisco. É por estas e por outras que aqui pelas bandas do Maranhão, é quase impossível a um amador, sacar um achigã quando há uns anos se tiravam ás dezenas; pudera, “barriga cheia, companhia desfeita”. Só não sei é por que continuo a tirar a licença. Mas como uma desgraça nunca vem só, a ASAE fechou já há umas luas a casa do Vitalino na Tramaga. Aí sim! Podia-se apreciar bom peixe de rio cozinhado a preceito. Mas o que é bom este sócrates manda deitar abaixo. Agora? Continuem a engodar ou perguntem à ASAE.









