domingo, 9 de março de 2008

Rangel


O Sr Rangel chamou holigans aos professores. Não se sabe o que é que esta personagem esquecida da nossa vida social pretende, se é uma entrada para o velho album de recordações ou se pretende voltar à Praça Pública. Não podemos é ignorar quem é este personagem interessantissimo da nossa fauna do pretenso jet 7. É nem mais nem menos o retorno do homem do berbequim e dos carinhos desmesurados às senhoras no meio da rua. O que ele tem de mais é falta de pudor. Esta gente parece que não andou na escola, ou então só teve maus professores. Toda a gente sabe que quem tem telhados de vidro não deve atirar pedras. Este pelos vistos não aprendeu.

Manifestação de Professores - O Poder da Democracia

quarta-feira, 5 de março de 2008

Sou um exemplo a não seguir


O advogado comentador entende que os professores não têm direito a manifestar-se. Vindo de quem vem a opinião vale o que vale. O sócio de um escritório metido em grandes negociatas, um vira casaca do PSD que se foi encostar à sombra da rosa que começa a murchar. O homem que passou pela ordem dos advogados sem deixar marca de registo e que se acha um grande cidadão opinativo, o sócio de um restaurante de luxo que paga 500 euros de renda à Câmara de Lisboa e que anda a cheirar qualquer coisa na APL. Diz esta alma penada que não queria que estes professores ensinassem os filhos dele. Só faltou dizer porquê. Certamente porque as suas negociatas legislativas lhe garantem o rendimento necessário para colocar os filhos e netos a salvo da companhia da populaça que deve detestar e recear. Haja contenção.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Dívidas de Lisboa

O presidente do Município da capital, António Costa, comentou hoje no programa "Grande Entrevista", da RTP1 a recusa do visto pelo Tribunal de Contas (TC) do empréstimo de 360 milhões de euros para saldar dívidas a fornecedores da autarquia, um pedido apresentado ao abrigo da nova Lei das Finanças Locais (em vigor há cerca de um ano), de que foi o autor enquanto ministro da Administração Interna, com tutela sobre as autarquias.
(Lusa)
Portugal é extremamente criativo nestes números de magia. Fazem-se leis para depois não se cumprirem. O mais fantástico é que o autor da lei diz que a interpretação da lei está incorrecta e que a autarquia de Lisboa pode continuar a endividar-se (porque é ele que quer, a leitura é esta, se fosse outro certamente seria outra). E pergunto eu: que forma é esta de fazer leis? leis que cada um desde que possa pagar, interpreta a seu belo prazer! Esta gente quer ser levada a sério? Quando? Como? Que asco!

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

A Ceifa




Antes do incremento da mecanização, o trabalho rural era feito por ranchos de ceifeiros que trabalham do raiar ao pôr do sol . Depois vieram os tractores, as ceifeiras mecânicas, as enfardadeiras. E agora o que vimos por este Alentejo fora são campos ao abandono. Até quando?

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Adeus Milú




Vai chegando a hora. Adeus Milú. Foi péssimo teres aparecido na vida pública nacional. A desgraça em que deixas a educação, se bem que antes também não andava grande coisa, vai ter muitos custos para este pobre País. Só espero que tu e o teu padrinho (que te pôs no poleiro), tenham a devida recompensa: o desprezo de milhões de portugueses.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

BUNDA GRANDE




A postura destes desgraçados deixa muito a desejar. É um problema nacional, não é só a bunda grande que impede os homens de jogar. Parece que a dimensão do cérebro é inversa à bunda dos tais. Os jogadores portugueses (à excepção da lutadora equipa do FCP) parece que não estão em jogo para ganhar, que apenas querem fazer o jogo para depois irem passear (a bunda) para as passerelles. Será que esperam ainda pela chegada de um D. Sebastião que jogue por eles todos? Não se vê um rasgo de entusiasmo nesta gente paga a peso de ouro. E vai o País parar para ver estes inúteis a fingir que jogam futebol.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Carnaval em Badajoz





Aqui ao lado parece que o Carnaval é mais genuíno, espontâneo. Menos maltrapilhos e brasileirices. Enfim, outro país, outra criatividade, outra dimensão.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

E este! Onde anda?


E este deslumbrante dirigente da oposição? onde tem andado? que propostas tem feito ao País? que fantástica oposição! A idéia que dá é que vai perder o campeonato por falta de comparência. Possivelmente, nessa altura vai chorar porque os outros meninos não quiseram brincar com ele.
Escolham outro. Com este não vai dar.

Balas perdidas ou tiro ao alvo



Grandes expectativas num bastonário polémico. Mas o homem sabe para onde dispara? ou vai tiro de rajada? Começo a achar que é muita parra e pouca uva. Esperemos que não.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Um Clube de ingratos


Paulo Bento: "Estou cansado dos adeptos"

És tu e o Sócrates. Vocês são bons de mais para o povo português que não os compreende. Um conselho: Saiam os dois e vão para bem longe.

Floribela



Para fugir à modorra da política e da desgraça nacional aqui fica um video onde se vê a nova versão de Luciana Abreu, numa tentativa, para mim frustrada, de se tornar vamp. É que por muito que se esforce a miúda não tem convicção. Pelo menos para já não descola do papel de Floribela, agora numa versão para adultos. Pelo caminhar da carruagem ainda espero ver a Maria de Lurdes Rodrigues a posar para a FHM. Para acabar com a revista, claro.

Sacudir do pó





Afinal não foi uma limpeza profunda. Foi apenas um sacudir de pó. Parece que tudo vai bem na educação, que o ministro do ambiente existe e que a agricultura vai de vento em poupa; era preciso ir mais longe, começando pelo responsável do governo. Mas isso fica para o próximo ano.

domingo, 27 de janeiro de 2008

A arte e o visitante


Colecção Berardo, CCB.

sábado, 26 de janeiro de 2008

Na Arena? Showbizz

Segundo o artigo, [Durante a cerimónia, foram entregues 354 diplomas a jovens e adultos inscritos no programa “Novas Oportunidades”, bem como 200 computadores, no âmbito do programa “e-escola” que permite a aquisição de portáteis a baixo custo.] O homem continua com o "pão e circo", imaginem que o primeiro-ministro foi a Évora à Praça de Touros entregar computadores aos naifs que fizeram as novas oportunidades (pelo menos durante uns dias quebraram a monotonia e aprenderam a arrumar folhas num dossier. Não sei é se tiveram tempo para aprender a usar o furador e o agrafador). Comparados com os que se fazem ao Domingo depois da missa, estes cursos devem ser extenuantes. Viva o governo que distribui sabedoria ao povo. Vamos passar a ter donas de casa a fazer o almoço com o computador portátil. Mas os alunos do décimo primeiro ano não estão incluidos no programa e-escola. Faz sentido? Só para esta espécie de governo que se julga iluminado.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Tão actual


in, o António Maria, 13 de Janeiro de1881.

Vem aí o Carnaval

Na próxima semana chega o Carnaval. Ansiado por uns, desprezado por outros, esta celebração tem pelo menos um aspecto positivo: fazer esquecer por três dias a decadência deste viver em Portugal (para quem ainda pode esquecer). Pelos menos ainda podemos rir ... destes parolos que querem que os levemos a sério.
Foto: Carnaval de Avis 2007

Meter Água


Pelo enquadramento, parece que finalmente o governo assume, que anda há três anos a meter água.
Foto Portal Sapo 24 Jan

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Já falta pouco...


Imagem recebida por correio electrónico.

TERRORISMO



Aí está a histeria do terrorismo islâmico. É triste o alarmismo dos serviços de informação e do governo português que numa cimeira, e apenas aí (muito estranho) ficam a saber das más intenções dos malvados terroristas. Ou será mais uma manobra do gabinete de propaganda do primeiro-ministro, para desviar as atenções da crise que se aproxima e da desgraça social em que Portugal vive. Mesmo sendo séria a ameaça, não se vislumbram medidas de segurança agravadas, nas fronteiras e no País em geral. Talvez porque o perfil determinado e diligente do nosso MAI nos garanta a imunidade contra os malfeitores.

Foto Portal Sapo, 22 de Janeiro

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Évora




Não sei se era, talvez já fosse nascido à data desta foto. Quem ainda se lembra do tabuleiro da Praça do Giraldo? ao Centro! Não era mais feio nem mais bonito, era apenas outro tempo.










domingo, 20 de janeiro de 2008

Pôr do Sol na minha Rua


OS CULPADOS DO COSTUME

OS CULPADOS DO COSTUME

Está muito em moda os ministros e outros políticos, atribuírem culpas ás desgraças nacionais. Não há indústrias porque temos maus empresários, a situação da agricultura é culpa dos agricultores, nas pescas, os pescadores não se modernizaram. No turismo foram os hoteleiros a dar cabo das galinhas dos ovos de ouro, na saúde o problema é dos médicos que vão cedo para o particular ganhar dinheiro. O desemprego existe porque as pessoas não querem fazer nada, a falta de cultura é porque só gostam de futebol e telenovelas. O insucesso escolar é culpa dos professores. A fuga de cérebros para outros países é culpa da ambição desmedida dos cientistas. A falta de hábitos desportivos é culpa do sedentarismo, a fuga aos impostos é culpa dos gananciosos, a corrupção não existe, o alcoolismo é culpa dos produtores de vinho. A boçalidade é culpa da televisão, o esbanjamento de dinheiro pelas autarquias é culpa delas, a baixa natalidade do país é culpa do egoísmo dos portugueses, os baixos salários devem-se à falta de produtividade. As faltas dos deputados devem-se à incompreensão dos eleitores perante o cansaço de quem se divide em várias funções remuneradas. Em que país vivemos? Onde anda o bom senso? Para que queremos políticos se eles nada podem contra a incompetência dos portugueses?
O País está no fundo e a culpa de tudo o que se passa não é de quem nos governa há trinta e quatro anos? os políticos e a sua incompetência, a sua tacanhez e falta de visão, a sua ganância. Saltam dos ministérios para as empresas e vice-versa, numa dança de cadeiras cada vez mais milionária. Assumam-se incompetentes, e culpados pelo descalabro deste país. Haja pudor!

"Pátria"- Guerra Junqueiro - 1896

" Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta.
Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados (?) na vida intima, descambam na vida publica em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira a falsificação, da violência ao roubo, donde provém que na politica portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro.
Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do país, e exercido ao acaso da herança, pelo primeiro que sai dum ventre - como da roda duma lotaria. A justiça ao arbítrio da Politica, torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas;
Dois partidos, sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes, vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se amalgamando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, de não caberem todos duma vez na mesma sala de estar.



Guerra Junqueiro, Pátria, 1896.