
O advogado comentador entende que os professores não têm direito a manifestar-se. Vindo de quem vem a opinião vale o que vale. O sócio de um escritório metido em grandes negociatas, um vira casaca do PSD que se foi encostar à sombra da rosa que começa a murchar. O homem que passou pela ordem dos advogados sem deixar marca de registo e que se acha um grande cidadão opinativo, o sócio de um restaurante de luxo que paga 500 euros de renda à Câmara de Lisboa e que anda a cheirar qualquer coisa na APL. Diz esta alma penada que não queria que estes professores ensinassem os filhos dele. Só faltou dizer porquê. Certamente porque as suas negociatas legislativas lhe garantem o rendimento necessário para colocar os filhos e netos a salvo da companhia da populaça que deve detestar e recear. Haja contenção.
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